sábado, 16 de fevereiro de 2008

Visita ao Mosteiro de Tibães e Museu dos Biscaínhos


A viagem seguinte, levou-nos a terras do Norte onde se localizavam a maioria dos Mosteiros Agostinhos. A nossa primeira selecção nestas terras, porém, levou-nos até à antiga Casa Mãe da Congregação Beneditina portuguesa, o Mosteiro de São Martinho de Tibâes. Rodeado de uma beleza ímpar, este local transporta-nos a outros tempos, já que, graças aos restauros ainda em curso, podemos apreciar diferentes espaços próprios dos mosteiros: a sala do capítulo, a Salão da Ouvidoria, os claustros, a portaria, o coro, a sacristia, a hospedaria. E, já que os monges não alimentavam só a alma, que tal dar um salto até à livraria e à sala do Taco?
Depois do almoço ( piquenique, obviamente! ), seguimos até à cidade de Braga para visita ao Museu dos Biscaínhos.
Antes fomos tomar o nosso cafézinho ( há muitos viciados na cafeína! ) e umas tíbias suberbas a acompanhar: na doçaria S.Vicente junto da Escola Secundária Sá de Miranda.
A ida ao Museu tinha o objectivo de, além de ficar a conhecer esta antiga casa senhorial barroca, também procurar o catálogo de uma exposição sobre boticas que sabíamos ter tido lugar neste espaço. Infelizmente, tal não foi possível, pois o museu já não o tinha. Lamentamos também o facto de não haver visitas guiadas como outrora já houve. Mais uma vez, a cultura no nosso país é esquecida e passada para segundo plano!
Valeu a visita e este Palácio dos séc. XVII e XVIII e aos seus jardins que são lindíssimos! Pertencente a uma família nobre (condes de Bertiandos), passou a Imóvel de Interesse Público em 1949 e a Museu em 1978. A sua arquitectura e decoração revelam a vivência de uma família nobre em momentos de convívio e lazer. Os seus jardins, com recantos adoráveis, permitem usufruir do sossego e paz de outros tempos. É fácil imaginar senhoras com seus vestidos longos circulando nestes pequenos labirintos, tomando um chá no salão, bordando ao som da música de Bach, quem sabe?

sábado, 26 de janeiro de 2008

Visita à Igreja de S. Vicente de Fora

Segue-se Lisboa para visitar a Igreja pertencente ao antigo mosteiro Agostinho mais importante da zona sul de Portugal: a Igreja de São Vicente de Fora. Na sua frontaria podemos apreciar estátuas de alguns santos entre os quais se encontra Santo Agostinho. Do mosteiro resta ainda a cisterna do século XVI e vestígios do antigo claustro, mas, sem dúvida, de admirável beleza são os seus azulejos datados do século XVIII. O antigo refeitório foi transformado em panteão dos Braganças em 1885 e neste local se encontram os restos mortais do último rei de Portugal, bem como de seus pais e irmão.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Visita ao Convento de Mafra

O primeiro local de visita foi o Convento de Mafra, já que este mosteiro, entre 1771 e 1791, foi ocupado pelos Cónegos Regulares de Santo Agostinho da Congregação de Santa Cruz de Coimbra. Aqui destacamos, com particular interesse, a reconstituição da enfermaria com celas onde os doentes podiam ver e ouvir missa na capela adjacente, sem saírem das suas camas. Interessante, também, é a botica deste convento com todos os seus curiosos instrumentos como por exemplo, boiões, frascos, almofarizes, medidas para fazer medicamentos e até clisteres …

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Visita a Santa Cruz de Coimbra

Ano novo, vida nova! Janeiro de 2008: o grupo ruma em direcção a Coimbra para visitar o Mosteiro sede dos Agostinhos em Portugal: Igreja de Santa Cruz de Coimbra. Fundado em 1131, nele se encontram os belíssimos ( infelizmente algo mal-tratados ) túmulos dos dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e seu filho D. Sancho I. Na posse da Ordem, o mosteiro somou benefícios papais e doações dos primeiros monarcas e destacou-se, igualmente, pela sua biblioteca, o scriptorium, e a farmácia. Do primitivo mosteiro românico nada resta. Sabe-se que tinha uma só nave e uma alta torre na fachada, características das construções românicas agostinhas. Na primeira metade do século XVI o Mosteiro foi integralmente reformado por ordem de D. Manuel, que procedeu, também, à trasladação dos restos mortais dos dois primeiros monarcas para este espaço. O portal principal, executado entre 1522 e 1525, é a peça mais emblemática de todo o conjunto monástico, que conjuga elementos manuelinos com outros de influência renascentista.
Não esqueçamos o Jardim da Manga parte integrante do segundo claustro do Convento de Santa Cruz de Coimbra. Também chamado como Fonte da Manga ou Claustro da Manga, o complexo do jardim é formado por um conjunto de construções circulares, interligadas entre si e rodeadas por pequenos tanques.
Projectada por João de Ruão, está carregada de simbolismo: os cães e papagaios nas suas gárgulas simbolizam a fidelidade e a eloquência, respectivamente. O seu templete circular, símbolo da Eternidade, com acesso por um conjunto de escadas de sete degraus, considerado o número perfeito, que simboliza a Caridade, a Graça e o Espírito Santo. Os oito tanques unidos simbolizam os quatro rios do Paraíso referidos no Livro dos Génesis, e os jardins envolventes do conjunto (incluindo os jardins do claustro posteriormente destruído) simbolizam o Paraíso.
Ainda em Coimbra, foi possível assinalar o local do Mosteiro feminino de São Miguel das Donas. Sabe-se que se situava junto do masculino que já referimos, e actualmente está adaptado a café ( Bem bonito, por sinal! )